Janeiro Roxo

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A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade, porém, apesar de considerada rara, até os dias de hoje representa um problema de Saúde Pública no Brasil. Por este motivo janeiro foi eleito o mês da Campanha Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, oficializada pelo Ministério da Saúde no ano de 2016.
Quando não tratada, a doença pode levar a

evoluções graves, como deformidades e incapacidades físicas, o diagnóstico e tratamento precoce são extremamente importantes para evitar essas complicações e quebrar a cadeia de transmissão, pois após iniciado o tratamento, a hanseníase não é transmitida.


O DB possui em seu portfólio exames anatomopatológicos, moleculares e de imuno-histoquímica para o diagnóstico da hanseníase.

HANSENÍASE


A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica que acomete a pele, olhos, trato respiratório superior e sistema nervoso periférico. Pelas lesões físicas e neurológicas que pode causar, há muito preconceito e discriminação para com os acometidos desde os tempos mais antigos, quando ainda era denominada lepra. A fim de minimizar esse estigma criado desde os primeiros relatos da doença, o Ministério da Saúde adotou o termo “hanseníase” e de acordo com a lei 9.010, de 29 de março de 1995, a denominação “lepra” não pode ser utilizada em documentos oficiais no Brasil.


Epidemiologia

O Brasil é o segundo país com maior incidência de casos, atrás apenas da Índia. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2018 foram reportados 28.660 novos casos no Brasil, equivalendo a 92,6% do total das Américas, a incidência mundial foi de 208.619 casos neste mesmo ano. Apesar dos dados ainda serem preocupantes, a incidência vem diminuindo ano a ano, registros de 2019 indicaram 23.612 novos casos no país.


Por seu grau de importância como um grande problema de Saúde Pública, a notificação da doença é compulsória e sua investigação obrigatória em território nacional, desta maneira os profissionais de saúde devem, obrigatoriamente, reportar os casos do agravo no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Sinais e sintomas

O surgimento de manchas brancas ou avermelhadas de limites imprecisos na pele, dolorosas ao tato e com alteração da sensibilidade térmica é um dos sintomas mais frequentes e deve servir de alerta para a investigação. Também é comum:

  • Presença de áreas com diminuição dos pelos e do suor e com sensação de choque ou formigamento;
  • Nódulos avermelhados e dolorosos;
  • Diminuição ou ausência de força muscular na face, mãos e pés;
  • Ressecamento nos olhos;
  • Ulcerações nos membros inferiores;
  • Febre, edema e dor nas articulações.

Diagnóstico

O diagnóstico inicial da hanseníase é clínico, por meio de exames dermatológicos que identificam lesões ou áreas da pele com comprometimento dos nervos periféricos e alteração da sensibilidade.
Exames como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser auxiliares na identificação de lesões neurais.


Dentre os testes laboratoriais, o exame bacteriológico permite a avaliação morfológica e quantitativa dos bacilos e a sorologia identifica anticorpos anti-Mycobacterium leprae através de antígenos específicos da bactéria.


No estudo histopatológico, através de biópsias de pele, são feitas a identificação do bacilo por colorações específicas (geralmente Faraco-fite) e a avaliação do tecido, onde a lesão pode ser classificada de acordo com as características morfológicas e outros achados, como infiltrados celulares, granulomas e vasodilatações. O comprometimento neural pode ser diagnosticado através de biópsias de nervos cutâneos ou subcutâneos.


A Imuno-histoquímica é uma importante ferramenta diagnóstica para os casos de hanseníase inicial ou paucibacilar devido à sua maior sensibilidade em relação a outros métodos laboratoriais. Na técnica podem ser utilizados anticorposque reagem com proteínas, carboidratos e glicolipídeos do bacilo, anticorpos Anti-BCG (por apresentar reação cruzada com o M. leprae) e anticorpo antiproteína S-100, para evidenciação de nervos dérmicos.


O diagnóstico molecular por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR) detecta e quantifica o M. leprae através da amplificação de sequências do material genético bacilar. O método possui alta sensibilidade e é realizado através de espécimes de raspados da mucosa que apresenta a lesão.

Fonte: DB Diagnósticos do Brasil

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